As passadeiras foram criadas/inventadas para garantir um exercício confortável e silencioso. O seu uso é muito simples, basta o cliente posicionar-se em cima e no centro do “tapete”, ligar e ajustar a velocidade, o tempo de duração ou a distância da prática e começar a caminhada ou a corrida. É possível programá-la de modo manual ou então experimentar exercícios pré-programados. Alguns modelos possuem memória o que permite armazenar a programação utilizada nas sessões de treino e repeti-la quando desejado. Em todo caso é preciso que o aluno se habitue inicialmente com a sensação do chão a movimentar-se sob os pés e que evite alguns erros muito comuns, tais como: Deslocamento com joelhos fletidos, inclinação do tronco à frente, caminhar ou correr olhando para o solo, caminhar ou correr não mantendo um equilíbrio nas duas pernas, passadas curtas, apoio constante das mãos no suporte lateral ou frontal. Todos esses erros podem ser corrigidos através da orientação de um personal trainer. Uma passadeira de qualidade deve apresentar algumas caraterísticas como: Ter design atrativo, motor de no mínimo 2hp, painel eletrónico com animação gráfica que forneça diferentes informações (velocidade, tempo decorrido, distância percorrida, inclinação, frequência cardíaca, entre outros), alguns programas de treino pré-definidos, suporte de apoio na frente e nos lados, botão de emergência, chave de segurança, sensor de frequência cardíaca para faixas torácicas, sistemas de amortecimento, capacidade de carga mínima de 150kg e uma faixa útil de pelo menos 2 metros de comprimento. As variáveis de sobrecarga da passadeira incluem velocidade e inclinação. A velocidade de 1,5 a 28,0 km/h permite ajustar a intensidade do exercício conforme a condição física do individuo e do tipo de treino programado. A alteração da velocidade de locomoção é um dos meios mais comuns de se manipular a intensidade do exercício (MARTIN, SANDERSON, 2003). Em geral a passadeira oferece uma faixa de trabalho angular de 0 a 25%. Deve-se ter cuidado com inclinações superiores a 20%, pois poderão induzir a uma lombalgia intensa e fadiga muscular localizada, principalmente em pessoas que estão a iniciar um treino. Por outro lado a inclinação pode auxiliar o aluno no alcance da frequência cardíaca de treino estabelecida. Segundo JONES e DOUST (1996), a carga aeróbia é expressa por unidade de tempo (ml/kg/min) para uma corrida a 5m/s é de 5 a 7% maior do que numa corrida realizada em passadeira. Em todo caso caminhar e correr na passadeira resulta em benefícios como perda ou manutenção de peso, melhoria da capacidade cardiorrespiratória, melhoria da resistência cardiovascular e favorece o fortalecimento muscular, principalmente dos membros inferiores. Além disso, parece reduzir o risco de fraturas por stress e por sobrecarga articular. A prescrição de exercícios feita por um personal trainer que utiliza a passadeira como equipamento de trabalho, deve ser de forma sistemática e individualizada onde inclua as duas modalidades de exercício, intensidade, duração, frequência semanal e progressão independente do nível de aptidão física. A corrida e a caminhada favorecem a melhoria no consumo máximo de oxigénio, uma vez que envolvem o uso de grandes grupos musculares por períodos prolongados, além do esforço poder ser realizado de forma ritmada e aeróbia. A intensidade e a duração do exercício determinam o dispêndio calórico total durante uma sessão de treino e estão inter-relacionadas. O ACSM (American College of Sports Medicine), recomenda como intensidade, o uso de 60% a 90% da frequência cardíaca máxima ou 50% a 85% do consumo máximo de oxigénio. A importância da intensidade para o treino está no fato de promover adaptações ao organismo. A duração pode variar de 20 a 60 minutos, embora para indivíduos muito descondicionados, 10 minutos pode ser suficiente (POLLOCK et al. 1998). A frequência dependerá dos objetivos calóricos e limitações impostas pelo estilo de vida, sendo mais comum de 3 a 5 sessões por semana, embora o programa possa ser iniciado com 2 sessões por semana e, depois de algumas semanas de adaptação aumentar o número de vezes. A progressão depende da capacidade funcional, estado clínico, saúde, idade e objetivos de cada cliente, neste caso uma avaliação física trimestral é necessária para acompanhar a evolução. Para o ACSM, a quantidade de exercício necessária para reduzir significativamente o risco de doença parece ser consideravelmente menor do que a necessária para desenvolver e manter níveis altos de aptidão física. Portanto, em função das suas características e treino, por simplicidade e conforto, recomenda-se a utilização da passadeira no treino cardiovascular. |
Newsletter assinada por Paulo Morais | Professor da Healthy Generation Mais informações | hgeneration@hgeneration.pt |
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